segunda-feira, 16 de novembro de 2009
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Réquiem à Francisco de Assis. Por MCD

E deitado sobre o chão da igreja que reconstruiu está Francisco. Chama os amigos e irmãos e repete o gesto de repartir. Assim abençoa o pão e o distribui para que todos se saciem. Pequeno e franzino, abatido pela cegueira e pelas dores que lhe atormentam, ele agradec a pobreza e prega a igualdade entre os homens. Deseja estar nu para que suas vestes cubram os menos favorecidos. Suspira e ainda louva a irmã morte que se aproxima dadivosa para libertá-lo das misérias do corpo que tanto faz sofrer. Pede aos amigos um cântico que supere o sangramento dos estigmas. Um cântico alegre que fale de pássaros e ventos, de água e flores, de manhãs, tardes e noites. Um cântico do irmão sol e da irmã lua. A música da liberdade. Dorme, Francisco, descansa em tua paz.
MCD!
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Basta!
Eu quero um basta de me reconhecer na miséria!
Basta de ver heroísmo no fracasso!
Basta de Segunda Feira triste.
Basta na culpa da alegria do fim de semana.
Eu quero um basta em discussões políticas culturais.
Quero um basta no incõmodo da barba mal feita.
Quero dar fim ao nervosísmo que o senado causa,
ao coração querendo enfrentar tristeza sem porque.
Já encheu e vai transbordar a preocupação do destino incerto.
Basta no medo do amanhã.
Chega do coração apontar para uma estrada que mira o sol e os pés trilharem o caminho asfaltado com cercas de arame no final.
Basta de contemplar o pouco,
de não ouvir o canto dos pássaros,
de admirar heróis e não compor a própria história.
Basta de assitir lutas de camarote. Chega de torcer!
Fim ao comodismo,
a insegurança do presente.
Fim de papas na lingua
Chega do espirito ser a Casa da Mãe Joana,
Basta ao medo da revelação do Calcanhar de Aquiles.
Um basta à fé falsa
Ao engano das palavras
À promessas sem compromissos
Basta de cegueira
de mudeza
de cegueira
Basta de sonhos mal vividos
B-A-S-T-A-!
Basta de ver heroísmo no fracasso!
Basta de Segunda Feira triste.
Basta na culpa da alegria do fim de semana.
Eu quero um basta em discussões políticas culturais.
Quero um basta no incõmodo da barba mal feita.
Quero dar fim ao nervosísmo que o senado causa,
ao coração querendo enfrentar tristeza sem porque.
Já encheu e vai transbordar a preocupação do destino incerto.
Basta no medo do amanhã.
Chega do coração apontar para uma estrada que mira o sol e os pés trilharem o caminho asfaltado com cercas de arame no final.
Basta de contemplar o pouco,
de não ouvir o canto dos pássaros,
de admirar heróis e não compor a própria história.
Basta de assitir lutas de camarote. Chega de torcer!
Fim ao comodismo,
a insegurança do presente.
Fim de papas na lingua
Chega do espirito ser a Casa da Mãe Joana,
Basta ao medo da revelação do Calcanhar de Aquiles.
Um basta à fé falsa
Ao engano das palavras
À promessas sem compromissos
Basta de cegueira
de mudeza
de cegueira
Basta de sonhos mal vividos
B-A-S-T-A-!
sábado, 7 de novembro de 2009
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Saudades Solo. Por Amanda Mantovani
Lembro de quando registrava as coisas e momentos num caderno. Nuns vários cadernos. Nele (s), moravam minhas noites de teatro, de amigos tão novos quanto eternos, de achar que aquilo tudo era trabalho pra mais do que eu poderia agüentar. Lembro das presenças e dos rostos e do suor que produzíamos juntos e das nossas vozes, em coro e em solos ecoando nos cômodos grandes e vazios da estação abandonada.
Era um som. Era um cheiro. Tinha uma luz, um ar quase frio, sempre pedindo mangas.
Lembro dos chinelos de velho do Zé. Dos risos largos do Zé. Dos gritos largos do Zé. Da braveza esmagadora do Zé. Os pães do Marquinhos, a pele cinza do Mário. O excesso de ternura da Rô, a alma derramada do Fer.
Éramos tão poucos. E muitos.
Fizemos tanto. E quase nada.
Lembro de sentir o tamanho da sorte que tive em estar nos processos com aquela gente. Lembro de não dar tanto valor a isso.
(suspiro)
Aos meus cadernos.
Às minhas noites.
Ao que ficou pra trás.
Ao que veio comigo.
Amanda Mantovani
Deixando a saudade com cara de realização:
Era um som. Era um cheiro. Tinha uma luz, um ar quase frio, sempre pedindo mangas.
Lembro dos chinelos de velho do Zé. Dos risos largos do Zé. Dos gritos largos do Zé. Da braveza esmagadora do Zé. Os pães do Marquinhos, a pele cinza do Mário. O excesso de ternura da Rô, a alma derramada do Fer.
Éramos tão poucos. E muitos.
Fizemos tanto. E quase nada.
Lembro de sentir o tamanho da sorte que tive em estar nos processos com aquela gente. Lembro de não dar tanto valor a isso.
(suspiro)
Aos meus cadernos.
Às minhas noites.
Ao que ficou pra trás.
Ao que veio comigo.
Amanda Mantovani
Deixando a saudade com cara de realização:
terça-feira, 27 de outubro de 2009
sábado, 24 de outubro de 2009
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Poesia dem trem feito em celular durante viagem
domingo, 18 de outubro de 2009
Calçada da fé.
na novena da calçada me senti homem de fé.
redescoberta madrugal do belo no humano
regada a melodias embriagadas.
descoberta de poesia de terços em cordas de violão
imaginário povoado de velas
velas no meio fio
vento brando levando poesia
num bairro qualquer
de uma cidade qualquer
com pessoas qualquer
redescoberta madrugal do belo no humano
regada a melodias embriagadas.
descoberta de poesia de terços em cordas de violão
imaginário povoado de velas
velas no meio fio
vento brando levando poesia
num bairro qualquer
de uma cidade qualquer
com pessoas qualquer
domingo, 11 de outubro de 2009
Reencontro. Impressões de um show.
* Foto de Mariana Janeiroreencontro
regando música boa
rasgando emoção
rosnando Jundiaí
reencontro
ruídos preciosos
rodando coração
ruga encantando
reencontro
rouca voz
rica voz
revolvendo histórias
reencontro
repertório massa
relembrando amigos
roendo o esmorecer
reencontro
romaria de fé grande
rito de bar na
ribalta real
reencontro
revirando baú de boêmios
recolocando seus valores
reconhecendo tempo de estrada
reencontro
rendendo aplausos
reprise de vida
revivido em noite de casa lotada
rota alterada de um sábado comum
raro show
rara gente
raro encontro
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
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