É nóis, maluco

Olha, eu não sei como você caiu aqui. Mas já que tá, não custa um comentário p'ra deixa pegada forte na opinião do baguio. Suave!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Réquiem à Francisco de Assis. Por MCD


E deitado sobre o chão da igreja que reconstruiu está Francisco. Chama os amigos e irmãos e repete o gesto de repartir. Assim abençoa o pão e o distribui para que todos se saciem. Pequeno e franzino, abatido pela cegueira e pelas dores que lhe atormentam, ele agradec a pobreza e prega a igualdade entre os homens. Deseja estar nu para que suas vestes cubram os menos favorecidos. Suspira e ainda louva a irmã morte que se aproxima dadivosa para libertá-lo das misérias do corpo que tanto faz sofrer. Pede aos amigos um cântico que supere o sangramento dos estigmas. Um cântico alegre que fale de pássaros e ventos, de água e flores, de manhãs, tardes e noites. Um cântico do irmão sol e da irmã lua. A música da liberdade. Dorme, Francisco, descansa em tua paz.

MCD!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Basta!

Eu quero um basta de me reconhecer na miséria!
Basta de ver heroísmo no fracasso!
Basta de Segunda Feira triste.
Basta na culpa da alegria do fim de semana.

Eu quero um basta em discussões políticas culturais.

Quero um basta no incõmodo da barba mal feita.

Quero dar fim ao nervosísmo que o senado causa,
ao coração querendo enfrentar tristeza sem porque.

Já encheu e vai transbordar a preocupação do destino incerto.
Basta no medo do amanhã.
Chega do coração apontar para uma estrada que mira o sol e os pés trilharem o caminho asfaltado com cercas de arame no final.

Basta de contemplar o pouco,
de não ouvir o canto dos pássaros,
de admirar heróis e não compor a própria história.

Basta de assitir lutas de camarote. Chega de torcer!
Fim ao comodismo,
a insegurança do presente.

Fim de papas na lingua
Chega do espirito ser a Casa da Mãe Joana,
Basta ao medo da revelação do Calcanhar de Aquiles.

Um basta à fé falsa
Ao engano das palavras
À promessas sem compromissos

Basta de cegueira
de mudeza
de cegueira

Basta de sonhos mal vividos
B-A-S-T-A-!

sábado, 7 de novembro de 2009

Só faltava essa!!!!!!!!!!

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Saudades Solo. Por Amanda Mantovani

Lembro de quando registrava as coisas e momentos num caderno. Nuns vários cadernos. Nele (s), moravam minhas noites de teatro, de amigos tão novos quanto eternos, de achar que aquilo tudo era trabalho pra mais do que eu poderia agüentar. Lembro das presenças e dos rostos e do suor que produzíamos juntos e das nossas vozes, em coro e em solos ecoando nos cômodos grandes e vazios da estação abandonada.

Era um som. Era um cheiro. Tinha uma luz, um ar quase frio, sempre pedindo mangas.

Lembro dos chinelos de velho do Zé. Dos risos largos do Zé. Dos gritos largos do Zé. Da braveza esmagadora do Zé. Os pães do Marquinhos, a pele cinza do Mário. O excesso de ternura da Rô, a alma derramada do Fer.

Éramos tão poucos. E muitos.

Fizemos tanto. E quase nada.

Lembro de sentir o tamanho da sorte que tive em estar nos processos com aquela gente. Lembro de não dar tanto valor a isso.

(suspiro)

Aos meus cadernos.

Às minhas noites.

Ao que ficou pra trás.

Ao que veio comigo.

Amanda Mantovani

Deixando a saudade com cara de realização:



Foto Texto. Clique na imagem para aumentá-la



Enganos de um homem gentil.

sabe, tava sentindo que precisava mudar...

terça-feira, 27 de outubro de 2009

O Quarto, cia Club Noir ganha prêmio Bravo! 2009



Roberto Alvim, no meio, recebe o troféu ao lado de outros ganhadores.

sábado, 24 de outubro de 2009

Seu Noel. Uma noite de natal nas ruas de Jundiaí

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Poesia dem trem feito em celular durante viagem


Trem de vários corpos.

Vozes misturadas

Pés cansados

Pápebras sonsas

Gente sonada sonhando só.

Viagem de humildes em trilhos incertos.

Próxima estação: Batazar Fidelis

domingo, 18 de outubro de 2009

Calçada da fé.

na novena da calçada me senti homem de fé.
redescoberta madrugal do belo no humano
regada a melodias embriagadas.
descoberta de poesia de terços em cordas de violão
imaginário povoado de velas
velas no meio fio
vento brando levando poesia
num bairro qualquer
de uma cidade qualquer
com pessoas qualquer

domingo, 11 de outubro de 2009

À porcura de mim mesmo.

Reencontro. Impressões de um show.

* Foto de Mariana Janeiro

reencontro

regando música boa
rasgando emoção
rosnando Jundiaí

reencontro

ruídos preciosos
rodando coração
ruga encantando

reencontro

rouca voz
rica voz
revolvendo histórias

reencontro

repertório massa
relembrando amigos
roendo o esmorecer

reencontro

romaria de fé grande
rito de bar na
ribalta real

reencontro

revirando baú de boêmios
recolocando seus valores
reconhecendo tempo de estrada

reencontro

rendendo aplausos
reprise de vida
revivido em noite de casa lotada

rota alterada de um sábado comum
raro show
rara gente

raro encontro

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

O fardo de ser Zé

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Ao morro sitiado. Por MCD


Senhora da Ascensão ouça o murmurar das encostas, desvenda o que é justo.
Não permita o abuso das almas em desespero que insistem na condenação vã das almas inocentes.
Cubra-nos de irmandade.
Abençoe a esperança dos aflitos.
Dignifique o que há de fé.
Eleve em comunhão o clamor dos oprimidos.

domingo, 27 de setembro de 2009

A Balada de um Palhaço